domingo, 8 de agosto de 2010

O Guarda

É noite, ele sai pra rua
A noite deixa a alma nua
Começa a andar
Hora de vigiar

Passos curtos, lentos, duas ruas
A noite deixa a alma nua
Inverno, quase nada a guardar
Alma nua, é noite, uma vida para pensar

As luzes, os escuros, os claros
Movimentos raros
Ninguém passa
Que atividade sem graça.

A alma nua na rua aberta
A hora demora, a demora sem hora certa
Ninguém por perto,
Se há alguém não tem por certo.

A alma nua é mente que devaneia
Mente vazia ali tudo se semeia
Melancolia e incerteza
Vila vazia, solitária, noite, tristeza.

O Guarda anda pela madrugada
O frio da estação movimenta nada
Caminho vazio, sozinho, vazio o coração
E por companhia leva um cão.

Opção por trabalho solitário
Simples, pequeno salário
Sem uniforme, sem farda
Fico com pena! La vai o guarda.

Poema de Jomba, desta data.

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